8 jogos de estratégia por turnos que você precisa conhecer

8 jogos de estratégia por turnos que você precisa conhecer

Um refúgio aconchegante em meio ao frio: descubra a jornada e o encanto por trás de Winter Burrow.

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Em um mundo de jogos cada vez mais velozes e frenéticos, há um gênero que se destaca como um refúgio para a mente: os jogos de estratégia por turnos. Eles são o xadrez do universo digital, onde cada movimento conta e a vitória é conquistada com paciência, planejamento e uma boa dose de genialidade tática. Aqui, a velocidade dos reflexos dá lugar à profundidade do raciocínio.

Este gênero, com suas raízes nos wargames de tabuleiro, evoluiu de maneiras fascinantes, abraçando desde fantasias épicas e futuros distópicos até simulações históricas complexas. Se você busca uma experiência de jogo que desafie seu intelecto e ofereça centenas de horas de gameplay recompensador, está no lugar certo. Preparamos uma lista com oito títulos essenciais que definem o que há de melhor no gênero.

XCOM 2

Quando se fala em tática moderna, XCOM 2 é uma referência obrigatória. O jogo coloca você no comando de uma força de resistência que luta para libertar a Terra de uma ocupação alienígena. A premissa é simples, mas a execução é brilhante e implacável. Cada missão é um quebra-cabeça tático de alto risco.

O grande diferencial de XCOM 2 é a tensão constante. Seus soldados, que você personaliza e pelos quais desenvolve afeto, podem morrer permanentemente (permadeath). Uma decisão errada não significa apenas falhar na missão, mas perder um veterano valioso para sempre. Além do combate, você gerencia sua base de operações, pesquisa novas tecnologias e expande sua influência global, criando um gameplay loop viciante e desafiador.

Sid Meier’s Civilization VI

“Só mais um turno”. Essa frase icônica define a experiência de Civilization VI. Como um dos pilares do subgênero 4X (eXplore, eXpand, eXploit, eXterminate), este jogo permite que você guie uma civilização desde a Idade da Pedra até a Era Espacial. O objetivo? Alcançar a vitória através da dominação militar, supremacia cultural, avanço científico ou influência religiosa.

A profundidade de Civilization VI é monumental. Cada escolha, desde onde fundar sua primeira cidade até qual tecnologia pesquisar, tem consequências que ecoam por milênios. A interação com outros líderes mundiais, cada um com sua própria personalidade e agenda, adiciona uma camada de diplomacia e intriga. É um jogo que ensina história enquanto desafia sua capacidade de planejamento a longo prazo.

Fire Emblem: Three Houses

Fire Emblem: Three Houses combina com maestria o combate tático em grade com elementos profundos de RPG e simulação social. Você assume o papel de um professor na academia de oficiais de Fódlan, um continente à beira da guerra. Sua principal tarefa é escolher uma das três casas de estudantes, treiná-los e liderá-los em batalha.

O que torna este título especial é a conexão que você cria com os personagens. Entre as batalhas, você interage com seus alunos, conhece suas histórias, fortalece laços e os desenvolve em unidades de combate únicas. Essa mistura de gerenciamento de relacionamentos e estratégia militar cria uma narrativa envolvente com múltiplos caminhos e finais, garantindo uma enorme rejogabilidade.

Into the Breach

Dos mesmos criadores de FTL: Faster Than Light, Into the Breach é a definição de perfeição minimalista. Neste jogo, você controla mechs gigantes para proteger o que resta da humanidade contra monstros colossais chamados Vek. A genialidade está em seu design: cada batalha é um quebra-cabeça compacto em um tabuleiro de 8×8.

O jogo opera com informação perfeita; você sabe exatamente o que os inimigos farão no próximo turno. Seu objetivo não é apenas destruir os Vek, mas usar seus ataques e posicionamento para minimizar os danos aos edifícios civis. Cada partida é curta, intensa e exige um nível de previsão e sacrifício que poucos jogos conseguem igualar. É um dos melhores jogos de estratégia por turnos para quem ama um desafio puramente intelectual.

Divinity: Original Sin 2

Embora seja um CRPG (Computer Role-Playing Game), Divinity: Original Sin 2 possui um dos sistemas de combate por turnos mais criativos e livres já feitos. Ambientado no rico mundo de Rivellon, o jogo oferece uma liberdade quase sem precedentes. Você pode resolver missões de inúmeras maneiras e interagir com o mundo de formas surpreendentes.

O combate é seu grande trunfo. O sistema de Pontos de Ação (AP) é familiar, mas a magia está na interação elemental. Você pode eletrificar poças de água, transformar sangue em superfícies escorregadias de gelo ou criar nuvens de vapor para se esconder. Essa sinergia de elementos transforma cada luta em um playground para a experimentação tática, especialmente no aclamado modo cooperativo.

Total War: WARHAMMER III

Total War: WARHAMMER III eleva o conceito de “guerra total” a um patamar épico. O jogo combina um mapa de campanha massivo, onde você move exércitos e gerencia impérios em turnos, com batalhas táticas em tempo real envolvendo milhares de unidades. É a fusão perfeita de grande estratégia e tática de campo.

Situado no universo sombrio e fantástico de Warhammer, o jogo se destaca pela incrível assimetria de suas facções. Jogar com os demônios de Khorne é completamente diferente de liderar os reinos gelados de Kislev ou o império de dragões de Cathay. Com a campanha “Immortal Empires”, que une os mapas e raças dos três jogos da trilogia, WARHAMMER III oferece uma escala de conflito simplesmente inigualável.

Baldur’s Gate 3

O fenômeno que levou o gênero a um novo patamar de popularidade. Baldur’s Gate 3, da Larian Studios, é uma obra-prima que adapta fielmente as regras de Dungeons & Dragons 5ª Edição para um videogame. O resultado é um RPG com uma profundidade narrativa e tática impressionante, apresentado com uma qualidade cinematográfica de ponta.

Cada combate é uma oportunidade para a criatividade. Usar o ambiente, combinar feitiços de maneiras inesperadas e explorar as habilidades únicas de cada classe são a chave para a vitória. A liberdade concedida ao jogador é o seu maior mérito, permitindo que a história se desdobre com base em suas escolhas, sucessos e fracassos. É um marco para os RPGs e para os jogos de estratégia por turnos.

Slay the Spire

Slay the Spire foi o responsável por popularizar um subgênero inteiro: o deck-builder roguelike. A premissa é simples: você escolhe um personagem com um baralho inicial de cartas e tenta subir uma torre (o Spire), enfrentando inimigos em combates por turnos. A cada vitória, você adiciona novas cartas ao seu baralho, tornando-o mais forte e sinérgico.

O brilhantismo do jogo está em sua simplicidade aparente que esconde uma complexidade estratégica enorme. A aleatoriedade das cartas e relíquias oferecidas a cada partida garante que não existam duas jornadas iguais. É um jogo sobre adaptação, gerenciamento de riscos e a busca pela construção de um “motor” de cartas perfeito. Um título indispensável e infinitamente rejogável.

A jornada apenas começou

Esta lista é apenas um ponto de partida no vasto e recompensador universo dos jogos de estratégia por turnos. Cada título oferece uma experiência única, capaz de cativar diferentes perfis de jogadores, desde aqueles que buscam uma narrativa profunda até os que anseiam pelo desafio tático mais puro. Eles provam que um bom jogo não precisa de ação ininterrupta para ser emocionante.

A verdadeira beleza desses jogos está na satisfação de ver um plano bem executado dar certo, na superação de um desafio que parecia impossível e na jornada intelectual que eles proporcionam. Agora é a sua vez: qual desses gigantes você vai encarar primeiro? Ou talvez exista outro favorito que você acredita que deveria estar nesta lista? O campo de batalha estratégico espera por você.

Bárbara Luísa

Graduada em Letras, possui experiência na redação de artigos para sites com foco em SEO, sempre buscando oferecer uma leitura fluida, útil e agradável.

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